12.01.2007

Don't Come Knocking

Já se passaram vinte anos desde a última colaboração entre Wim Wenders e Sam Shepard com Paris, Texas (1984), mas o tom mantém-se. Don't come knocking é, provavelmente, um dos filmes mais simples de Wenders, uma sedimentação da sua própria imagem da América, e um dos argumentos mais típicos de Shepard. Este, enquanto escritor e actor, consegue a paradoxal harmonia entre o intelectual, o contador de histórias de solidão e abandono, das memórias de infância, da vida em motéis, e a presença rural, as mãos ásperas, as rugas vincadas, os dentes tortos, sempre numa atitude isenta de artifícios. Também ele faz parte da paisagem humana que retrata, o fim do mítico oeste selvagem americano.

3 Comentários:

Blogger jmac disse...

acho que a paisagem é o que realmente importa nos últimos filmes de wenders. fraquinhos, fraquinhos... este, um pouco melhor, regressa "a casa". à américa. à américa do subconscinte europeu.

um deslumbre fotográfico. um fervilhar emocionante, para quem deseja outra vez paris-texas. mas aquém de huston.
fica, realmente a fotografia.
e claro, não despiciendo, a belíssima moça que se revela filha do sam shepard e que dá pelo nome de sarah qualquer coisa, acho.

1/12/07 19:15  
Blogger susana disse...

falas da Sarah Polley, talvez a conheças de Exotica ou eXistenZ

3/12/07 08:35  
Blogger jmac disse...

sim sim, depois confirmei que a moça fez o eXistenZ.

3/12/07 19:41  

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