7.14.2009

lá fora cá dentro

Lá fora, a equipa liderada pelo atelier português Proap venceu o concurso do Parque de Valdebebas em Madrid.
notícia aqui.

Cá dentro, a decorrer:
. Concurso de Concepção para elaboração do programa base do projecto de execução do passeio ribeirinho do Seixal- QREN.
. Concurso de Concepção para elaboração do estudo prévio para o plano de urbanização e plano de pormenor da área ribeirinha de Amora.
. Concurso Público de Concepção de Praça Pública - Zona Ribeirinha de Vila Franca de Xira (Fábrica de Descasque do Arroz)
informações aqui e aqui.
Nota: Não serão atribuídos prémios.

7.07.2009

Barragan vs Barragan

Jaron Lanier, o visionário dread que desenvolveu o conceito de realidade virtual, prevê que nos próximos 1000 anos toda a actividade comercial cesse devido ao crescente peso dos direitos de autor.

A Fundação Barragan , associada à helvética Prolitteris, é um exemplo premonitório. Antonio Salas Portugal era o fotógrafo preferido de Barragan, e partir do qual conheçemos a maior parte da obra do arquitecto mexicano. A protecção excessiva que esta fundação faz às imagens das obras de Barragan, chega ao ridiculo de sugerir a possibilidade de downloads das imagens e que depois de descarregadas aparecem com marcas de água 'Barrágan Foundation'. Apesar das belas fotografias de Antonio Salas Portugal, começo já a gostar mais de outras encontradas à sorte na blogosfera, como estas:
Aliás, este blog mexicano é bem mais interessante que o site da fundação.

7.01.2009

CAMPU#5

Hoje, quarta feira, 01 de julho de 2009.

6.30.2009

bolas!

Subscrevo isto e isto.
Entretanto, lá fora, 2 equipas portuguesas, Proap e Extrastudio + Oficina de Jardins estão entre os seis finalistas do concurso do Parque de Valdebebas, um parque com cerca de 80ha em Madrid, num dos mais importantes concursos de arquitectura paisagista recentes.
Numa leitura transversal dos painéis das 163 propostas, algo nos escapa. A arquitectura paisagista como mero exercício formal. Assim: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.
e um ovni.

6.21.2009

frente ribeirinha de bordeaux

No passado mês de Maio, inaugurou a mais recente obra de Michel Corajoud: a reconversão da frente ribeirinha (Rio Gauche) de Bordeaux. Um projecto construído, faseadamente, ao longo de 11 anos, numa extensão de 4 Km, que inclui a instalação de um troço da linha de eléctrico que permite a ligação ao centro da cidade.


Espero que este esforço da Câmara de Bordeaux sirva de tónico para outros casos semelhantes, nomeadamente, o de Lisboa. Das imagens antes e depois, é possível perceber que o nosso problema, não é mais complexo do que o de Bordeaux e que é tudo uma questão, meramente, política.


6.14.2009

high line!


O High-Line Project, de James Corner, de reconversão a espaço público da linha férrea elevada da parte oeste da ilha de Manhattan já abriu.

Agentes exportadores da sofisticada cultura urbana nova-iorquina - o futuro está aí, com um novo cenário!

ver mais em http://www.thehighline.org/

6.03.2009

rebolar na relva

A expressão rebolar na relva atinge uma outra dimensão quando antecedida pelo rebolar de um queijo.

site oficial
fotos
video

5.24.2009

Walkshop - Aqueduto das Águas Livres

Um atravessamento das realidades materiais e imateriais da metrópole contemporânea
Um projecto Stalker/Osservatorio Nomade

ON Osservatorio Nomade é um projecto interdisciplinar promovido pelo colectivo Stalker. Propõe métodos de intervenções espaciais baseados sobre práticas de exploração, escuta e de relação com os ambientes, os habitantes e as suas memórias. Tal prática pretende catalisar o desenvolvimento de processos flexíveis e de auto-organização, mediante a instauração de novas relações sociais e ambientais. As intervenções permitem um levantamento sensível, complexo e dinâmico dos territórios e das comunidades que, graças à abordagem interdisciplinar, torna-se apelativo e de fácil acessibilidade. Este modus operandi é uma ferramenta única para partilhar conhecimentos e contribuir à difusão da consciência das comunidades relativamente aos seus territórios e ambiente cultural. Como consequência, nascem repostas eficazes e de participação criativa à administração territorial e urbana.

O Aqueduto das Águas Livres foi construído no século XVIII para o abastecimento de água da cidade de Lisboa. Estende-se ao longo de 18 km e dum extenso sistema de ramais. O complexo arquitectónico atravessa imperturbavelmente paisagens agrícolas remanescentes e núcleos urbanos de altíssima densidade passando por zonas periféricas "difusas" onde desaparece a tradicional dicotomia cidade/campo. Na última parte do seu percurso, atravessa o parque florestal de Monsanto e surge no Vale de Alcântara com a sua imagem mais emblemática antes de inserir-se no centro de Lisboa para concluir um percurso complexo e curioso através das evoluções da cidade contemporânea.
Mas para além de ligar fisicamente varias realidades territoriais e urbanas, o aqueduto conecta também as realidades sociais, ambientais e culturais que se desenvolveram nestes lugares.
Com este projecto, procuraremos também mostrar como é que o elemento patrimonial do século XVIII permite uma releitura esclarecedora da cidade contemporânea, das suas problemáticas e das sua novas características.

Com Francesco Carreri, Lorenzo Romito e Marc Latapie (Stalker/Osservatorio Nomade Roma), Jean-Philippe Vassal (Lacaton&Vassal Architectes Paris), Luís Santiago Baptista (arqa Arquitectura e Arte Lisboa), Teresa Marat-Mendes (ISCTE Lisboa)

Walkshop▪ Conferência sobre a relação entre práticas informais e intervenções formais no domínio da Arquitectura e do Urbanismo.
▪ Walk ao longo do Aqueduto das Águas Livres, da Nascentes da Mãe d'Água Velha e Nova até o Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras com pernoitamento no parque de campismo de Monsanto.
▪ Workshop de síntese das impressões e dos registos recolhidos durante o Walk.
▪ Apresentação pública do material elaborado.

Datas27- 30 de Maio 2009
27 conferência
28 walk 1a parte
29 walk 2a parte + workshop 1a parte
30 workshop 2a parte + apresentação pública

LocalWalk Nascentes da Mãe d'Água Velha e Nova, Vale de Carenque – Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, Lisboa
Conferência + workshop + apresentação pública ZDB - Galeria Zé dos Bois
Rua da Barroca 59, Bairro Alto, Lisboa

Organização Marc Latapie & Ester Pieri
Co-produção ZDB - Galeria Zé dos Bois
Consultoria Mário Caeiro
Vídeo Ricardo Silva

Info e programawww.osservatorionomade.net/lisboa
marc@osservatorionomade.net

Inscrições
Não é necessária inscrição para a conferência, walk e apresentação pública.
Uma inscrição de 10 euros é necessária para o workshop e dormida no parque de campismo de Monsanto. O número de participantes é limitado. As inscrições encontram-se abertas de dia 8 a 23 de Maio na Galeria Zé dos Bois, Rua da Barroca 59, Lisboa.
http://www.zedosbois.org/
tel +351 213 430 205

Memo
tragam uma tenda, sapatos confortáveis, um casaco para a chuva, maquinas fotográficas, gravadores de som e vídeo, cadernos, comida e bebidas para as refeições. Atenção a não trazer muito peso na mochila, tragam invés muita curiosidade!

via Instituto Franco-Português.

SAAL

As operações do Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL) preconizadas nos anos pós-revolução de 74 apresentam-se como as acções decorrentes do programa desenvolvido por Nuno Portas enquanto secretário de Estado da Habitação e Turismo, com o intuito de realojar os milhares de pessoas que viviam em situações precárias quando terminou a ditadura. O processo desenrolava-se entre os arquitectos e demais técnicos que elaboravam os projectos, as assembleias de moradores, enquanto os futuros residentes contribuíam com a mão-de-obra e o Estado comparticipava os materiais de construção. De uma intenção aparentemente simples de promover condições de habitabilidade às famílias residentes em barracas instala-se, de Norte a Sul do país, o desafio de projectar habitação social, debatendo e considerando os hábitos, costumes e modos de vida subentendidos das populações.
“As operações SAAL”, de João Dias, é um documento, em formato de cinema documental, com significativos aspectos positivos. Revela-se um trabalho ímpar em termos de investigação sobre esta temática. A ideia em si revela-se muito interessante, e mostra um sentido inteligente e sensível na forma como relaciona os pontos de vista dos técnicos e das pessoas em geral que cooperaram neste decurso, assim como o confronto com a realidade e o testemunho actual.
A requalificação do espaço por parte dos arquitectos em conflito com o que pretendiam as populações dá lugar a um movimento de auto-construção, fruto de uma apropriação e de uma imposição de quem sonha a sua casa. São retratados momentos curiosos e inteligíveis como um morador que mostra a sua habitação, actualmente com janelas em alumínio, alcatifa e outros adereços, e afirma com orgulho que tudo se encontra como o projecto original do arquitecto Álvaro Siza, ou mesmo quando um morador, após infrutíferas contestações sobre a sua futura habitação, responde a um arquitecto: “ o senhor que faça como se fosse para si, de certeza que eu vou gostar”.
As diferenças entre os resultados do que se passou no Algarve, Setúbal, Lisboa e Porto colocaram em causa os objectivos das operações SAAL, no entanto, posteriores processos de realojamento social nos anos 80 e 90 não se mostraram sensíveis à participação democrática, nem tão pouco afáveis na própria discussão em termos sociais, urbanísticos, de planeamento, de cidadania e de projecto ao nível do espaço público. Dá que pensar a oportunidade que os arquitectos tiveram em confrontar de forma directa o seu trabalho, havendo sem dúvida exemplos positivos neste processo.
A reflexão sobre os efeitos sociais e culturais no panorama da arquitectura nacional encontra-se implícita em toda a estrutura narrativa do filme, sendo acompanhada de um sentido de humor, por vezes gratuito, mas muitas vezes crítico. Manifesta-se por um objecto riquíssimo e consistente em factos e na informação que daí advém, apesar do seu maior pecado acontecer na montagem do próprio filme: transparece mais um formato televisivo do que o cinematográfico.
Apresentado anteriormente na Trienal de Arquitectura e DocLisboa de 2007, este documentário pode ser agora visto ou revisto no antigo cinema Alvalade, em Lisboa.

texto . Rita Gouveia, arquitecta paisagista

trailer

5.06.2009

maison d'architecte